Após um diagnóstico de cancro ou qualquer outra doença limitativa, o doente, os seus familiares, e/ou outros prestadores de cuidados, rapidamente se apercebem quão traumática tal situação se pode tornar, obrigando, assim, a uma mudança de vida.
Contam os doentes que, ao tomarem conhecimento da sua situação clínica, se sentem assustados, desorientados, perdidos, muito tristes, revoltados, isolados, a necessitarem de apoio e, frequentemente, sem saberem o que fazer.
Na fase em que os doentes se esforçam por aceitar que têm uma doença grave, também é vulgar que lhes seja pedido que tomem algumas das decisões mais importantes das suas vidas.
Torna-se muito difícil para o doente lembrar-se de colocar todas as perguntas relevantes acerca da sua doença, podendo sentir-se isolado aquando do processo de tomada de decisão e relativamente às opções possíveis para o seu futuro. Nem toda a informação está sempre disponível, o que pode deixá-lo desorientado e inseguro.
Para aqueles doentes que, habitualmente, usam o computador, a internet oferece uma vasta fonte de informação que, por si só, pode ser excessiva e confusa. Frequentemente, esta informação é contraditória e existem muitos testemunhos de curas milagrosas.
Sejam quais forem as decisões do paciente, este deve ser honestamente informado para que possa realizar as escolhas mais acertadas para si próprio.
A intervenção médica pode ser intensiva, stressante e desgastante para os doentes, familiares e prestadores de cuidados. Existem diversas formas de reduzir, gerir ou mesmo prevenir os efeitos secundários do tratamento e do impacto psicológico do diagnóstico